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Elas estão aí: o regresso das amas!

Publicado em 22 de Agosto de 2009

As amas a tempo inteiro são cada vez mais cobiçadas pelos pais que trabalham até tarde. "Durante muito tempo fui baby-sitter nas horas vagas", conta Sofia. Desde os 15 anos que a intérprete e tradutora de espanhol foi uma espécie de linha de emergência para os pais que queriam sair nas noites de sexta-feira.

Em Janeiro deste ano optou por ser uma ama privada com "todo o tempo" para as crianças a fim de fugir ao desemprego. Pôs um anúncio na internet e choveram pedidos.

Pais de toda a cidade de Lisboa entupiram-lhe a caixa do correio. Quiseram saber se estava disponível para ir buscar as crianças à escola, há quantos anos tem carta de condução ou que prática já tem de lidar com crianças. De resto, não impuseram qualquer regra. "Deixaram as regras ao meu critério, mas acho que isso aconteceu por terem confiança em mim", conta a ama de 28 anos.

É portanto Sofia que decide como ocupar o tempo de duas raparigas e um rapaz de quatro, sete e nove anos que tem à sua responsabilidade: "A única preocupação que tenho é que elas não passem muito tempo a ver televisão." A ama de Lisboa prefere que as crianças estejam a brincar no jardim ou entretidas com jogos, desenhos ou passeios de triciclo no jardim. As brincadeiras não têm horários rígidos, mas só são permitidas depois das tarefas escolares, que Sofia supervisiona todas as tardes.

Façam o que fizerem durante o dia, a ama sabe que as crianças têm de tomar banho e estar prontas para o jantar antes de os pais entrarem em casa: "Geralmente chegam por volta das oito da noite." E a partir daí dedicam o resto das horas aos três filhos, apesar de fazerem um esforço suplementar para passar mais algum tempo com elas: "Sempre que possível, há um deles que tenta chegar mais cedo ou almoçar em casa."